Coronavírus: como o e-learning pode ajudar

Em tempos de paralisação de alguns setores, o e-learning pode fazer uma diferença ainda maior.

A ameaça viral não se restringe mais apenas ao maior país asiático, a China. Há seis dias, em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia de coronavírus. Porém, segundo a própria organização e os governos de diversos países, a classificação não deve causar pânico.

O termo é adotado quando uma doença se espalha por diversos continentes, com transmissões comunitárias (que não vêm de centros de surto e/ou origem da doença), como é a atual situação do Covid-19.

Ainda na China, o surto parece finalmente estar sob controle, com o número de infectados caindo dia após dia.

No entanto, nas Américas e, principalmente, na Europa, surgem novos epicentros da doença, como a Itália e a Alemanha.

O que está levando governos, instituições e negócios de todos os tipos a interromperem suas atividades de modo a evitar contato humano, aglomerações e possíveis formas de contágio do vírus.

Na área da educação, ao todo, 29 países já fecharam suas escolas como parte de medidas preventivas. No Brasil, a tendência é a mesma, mas com escolas e governos estaduais e municipais tendo autonomia sobre suas decisões. No Rio de Janeiro, por exemplo, as escolas de todo o estado estarão fechadas por 15 dias, começando a contar desde ontem, 16 de março.

Com isso, surge a dúvida de como a educação e até mesmo outros setores da economia poderão manter suas atividades em pleno funcionamento ou, ao menos, amenizar os impactos da paralisação causados pela pandemia.

Migração para o digital

Talvez essa seja a primeira vez na história em que podemos enfrentar uma pandemia de forma tão eficiente e, ao mesmo tempo, amortecer os problemas causados por ela.

Nunca antes, as ferramentas de e-learning, videoconferências, gerenciamentos de conteúdos como o Google Classroom e até os aplicativos de mensagem como WhatsApp e redes sociais estiveram tão acessíveis para nós.

Em dias comuns, já utilizamos amplamente esses recursos, seja no trabalho, em casa ou em qualquer outro lugar.

Eles sempre se provaram extremamente úteis e eficientes, cumprindo com louvor todas as suas funções.

Graças a essas ferramentas que negócios inteiros se fazem possíveis e atuam de forma plena no mercado, como a própria Sapium.

Tudo isso nos dá uma chance de ouro no combate ao vírus: o distanciamento social e o ritmo contínuo da produtividade através dos canais digitais.

Assim, empresas e trabalhadores autônomos devem, sempre que possível – sabemos que, infelizmente, alguns trabalhos tradicionais requerem presença pessoalmente –, migrar para o digital.

Principalmente quando falamos do setor da educação.

O que as instituições de ensino estão fazendo?

A paralisação das aulas vem se tornando quase que unânime, mas isso não significa que o ensino deva seguir o mesmo caminho.

É nessa hora que o e-learning deve mostrar o seu verdadeiro poder.

Com a possibilidade de reunir todos os alunos com uma conexão à internet em uma sala de aula virtual, instituições em todo o mundo passam a trabalhar para que isso não seja apenas mais uma ideia, mas tenha papel prático e fundamental em um momento como esse.

Essa é a hora para que escolas e universidades sanem rapidamente problemas que possam interferir na aplicação do e-learning, como falta de conhecimento de plataformas online por parte de professores e alunos, e a falta de infraestrutura para a transmissão de aulas remotas.

Sabemos que, principalmente no Brasil, isso nem sempre é possível. Porém, ainda podemos dar continuidade ao ensino de outras formas.

“(…) Nesse contexto, alguns professores e alunos acabam encontrando formas de compartilhar conteúdos de forma voluntária, utilizando ferramentas como e-mail, listas de WhatsApp e grupos em redes sociais.”

É o que diz Fernanda Furuno, conselheira de inovação da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), em entrevista ao portal de notícias UOL.

Professores digitais: como atuar?

Professores digitais, que já estão habituados a esse universo, talvez sintam um impacto menos significativo em suas rotinas profissionais.

Porém, é preciso pensar em como ajudar os alunos e outros profissionais da educação mais atingidos pelo coronavírus.

Servir de via de divulgação de conteúdo entre um lado e outro pode ser um passo simples, mas muito importante para estabelecer a continuidade do ensino.

Utilizar as redes sociais com informações úteis sobre a pandemia, métodos de contágio, higiene e encontrar conteúdo relevante em meio à paralisação das escolas e universidades fará toda a diferença.

  • Publique e reposte informações de outras entidades (principalmente de ensino);
  • Faça transmissões ao vivo com temas que podem ajudar as pessoas a manterem suas rotinas de estudo dentro de casa;
  • Atue no combate à disseminação de fake news, esclareça conteúdos e assuntos, tire dúvidas, comente e denuncie publicações que não são verdadeiras e têm o intuito de promover pânico;
  • Junte-se a grupos de estudos de redes sociais e WhatsApp, fique por dentro das necessidades dos profissionais e dos alunos e veja como você pode ajudar.

Para colaborar com os alunos que realizavam cursos livres, extracurriculares, de forma presencial e tiveram suas aulas paralisadas, talvez seja válido até mesmo oferecer descontos e condições especiais em alguns dos seus conteúdos online.

Afinal de contas, neste momento, todo tipo de iniciativa é bem-vinda!

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